quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Necessidades

Ela chega em casa, joga a bolsa no canto do sofá.

Tira os sapatos, ouve a última música antes de abandonar os fones de ouvido e sobe as escadas desesperada por um banho quente e sonhos bons.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Quando o incerto se torna certo e você não sabe o que é certo



Uma história que começou toda torta e foi seguindo meses a fio pelos mesmos trilhos. 

O que tinha tudo para ser um conto de Nelson Rodrigues fugiu totalmente dos padrões.
O ceticismo de beijos construídos como castelos de areia e a crendice de palavras escritas em concreto. Uma contradição conciliada em lençóis de seda.

Uma paixão nada sensata que entre culpa e tesão criou raiz.
Cascata de sentimentos agridoces escorrendo pelas frestas da razão.

Um beijo capaz de te revirar do avesso e distorcer todo resto a sua volta. Um romance proibido por votos que deveriam ser sagrados, mas o que é certo quando um desvio de olhares traça dois destinos?

O incerto se torna certo e se perde mais uma vez. Entre ironias e provocações o beijo continua avassalador.


Nem Nelson Rodrigues, nem Nora Roberts. Um amor desses que bagunça, faz estrago, embrulha o estomago e te tira o chão e que você torce para que não escorra entre os dedos.

Texto escrito em 03/06/2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pequenos grandes diálogos



Enigma da esfinge o retorno:

Broto: Qual seu tipo de homem?
Eu: Os errados
Meses depois
Broto: Vc é muito certinha, eu sou todo errado.
Eu: ...
"Eu não escolho os homens errados, são eles que me escolhem."

domingo, 16 de dezembro de 2012

Heranças




Para se ler a luz de pisca-piscas 

Sabrina estava sentada em sua poltrona tomando chocolate quente olhando sua árvore de natal, cada enfeite ali posto cuidadosamente foi herança de sua avó (a maioria deles).

Madeline uma brasileira de nome francês ensinou a neta a amar o natal. Deixou lhe de herança não apenas as bolas vermelhas com fitas de cetim e pingentes de vidro, como receitas natalinas especiais, sentimentos nobres a serem cultivados o ano todo para ter o que colher na noite de 24 de Dezembro e pequenos rituais que viraram tradições em sua família.

Aprendeu desde pequena que a cada ano um novo enfeite deve ser comprado como sinal de prosperidade e que é de muito bom tom familiariza-lo com os enfeites veteranos para que haja harmonia entre eles e no lar.

Naquele ano ela havia comprado bengalinhas brancas e vermelhas e um pingente de anjo em cristal, que se adaptaram rapidamente em meio ao verde do pinheiro.

Os papais noel que ganhou de sua mãe no ano anterior, adoraram as bengalinhas. Seus olhos brilharam ao serem apresentados e pediram para que ficassem no mesmo galho aquele ano. O anjo de cristal ficou encantado com as gotas de vidro e ficou entre elas em um galho central para que os outros enfeites lhe dessem as boas vindas.

O cheiro dos biscoitos no forno lhe despertou do devaneio, olhou mais uma vez para sua árvore de luzes brancas, sorriu para ela e foi a cozinha terminar os preparativos da festa.





FELIZ NATAL AOS AMIGOS, AOS LEITORES, AOS FAMILIARES E A TODOS QUE FIZERAM E FAZEM PARTE DESTE E OUTROS NATAIS!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Tempo Nublado, Pizza e um Tango

                                                              
                                                                            Para ler ao som de Cérebro Eletrônico

Dê amor/ Dê paixão / Dê espera / Dê esperma / Dê prazer / Dê fogo
Dê uma nela / De carinho / De sacanagem / De sarro / De fato
Dê amor / Dê segurança
 De anca na anca dela / E amanheça de cabeça dentro dela 



Cristina, mulher madura (porém jovem). Do tipo independente, que sempre gostou de pagar as próprias contas e não ter de dar satisfação de seus atos. Nunca teve sorte com os homens.


 Bernardo, menino em corpo de homem. Simpático, galante e do tipo que não se apega.

Amigos a cerca de um ano. Saíram uma noite para jantar, transaram e o tempo ficou nublado.


...

Cristina recebe um telefonema de uma amiga no meio da tarde, Paty tem ingressos para um espetáculo no Municipal e deseja sua companhia.

Sexta - feira combina com um bom musical, comida leve e a companhia da amiga.

As 19:00hrs em ponto Paty pega Cristina em casa e seguem de carro rumo ao centro da cidade. No meio do caminho Cris percebe que o percurso está diferente e que o destino não é o Teatro Municipal.

Estão no bairro do Bexiga, em frente a uma cantina Italiana.


- Paty, o que estamos fazendo aqui? Não íamos ao teatro?

- Calma Cris, só vim cumprimentar um amigo... Coisa rápida!

 Mesmo achando estranho, lhe acompanha e entram na cantina.


...       

Diogo era caso antigo de Patrícia, se viam de vez em quando... típico "sexo casual".

Diogo e Bernardo eram amigos de infância.

                            ... 

Cristina usava um vestido preto de cashmere (um palmo a cima dos joelhos), salto alto (também preto) e uma echarpe vermelha.

                                                                ... 

Antes de serem atendidas, foram recepcionadas por Diogo e Bernardo.

Com o canto dos olhos, olhou para Paty e percebeu outra troca de olhares entre sua amiga e Diogo, olhar de cumplicidade.  E na sua frente, um sorriso "amarelo" de Bernardo.

                                                                ...  

Cristina e Bernardo se conheceram em um sebo na Vila Mariana, olhavam CD's... Ele fez um comentário qualquer sobre música popular brasileira, o que terminou numa agradável conversa em um café de esquina.

Trocaram cartões de visita, redes sociais e descobriram que tinham amigos em comum... Patrícia Soares!!!






  
Foi em uma terça-feira em que o movimento na agência (Agência de design em que trabalha como consultora) estava fraco. Aproveitou para responder alguns e-mails e conversar com os amigos via "redes sociais".

Bernardo estava online e puxou assunto com ela. Já havia se passado algumas semanas desde que se conheceram no sebo e não tinham se falado desde então.

Falaram sobre o "básico" (onde mora, o que faz da vida, qual seu filme preferido, musica e afins). Sempre que possível conversavam pela internet.

Um dia almoçando com a Paty, encontraram na praça de alimentação do shopping ele e o Diogo. Em outro fim de semana, baladinha na casa de alguns amigos e lá estava ele também.

Gradativamente foram notando-se nos mesmos círculos sociais, conversando com frequência e marcando almoços esporádicos.

Tornaram-se amigos...

Já fazia quase um ano que se conheciam e que o estranho do sebo se tornou o cara divertido que chamava de amigo.

Numa sexta-feira Bernardo liga pra Cristina, conversam sobre a semana de trabalho e a programação do fim de semana. Paty e Diogo iriam viajar e ambos estavam sem os respectivos “amigo escudeiro”. Combinaram de sair para jantar e terminar o papo tomando uma taça de vinho.

Pizza, vinho... ele extremamente cheiroso e ela meio carente.

Amanheceram em um quarto de motel. Roupas, lenções e cheiro agridoce espalhados.

Bernardo a deixou na porta de sua casa se despediram com um selinho e certo constrangimento.

                                                            ... 

Ficaram dias sem se falar. Depois de algumas semanas de “sumiço” Cristina mandou um sms, perguntando se estava tudo bem com ele e perguntando o porquê do silencio. Recebeu um “Está tudo bem, desculpa é que os dias têm sido corridos.”

Ela fingiu que acreditou com a mesmo ênfase que ele fingiu que suas palavras eram a verdade.

Claro que ele não ligou, não mandou e-mails e deixou de reconhecê-la nos eventos sociais.

Ela apenas confirmou a tese do “não tenho sorte com homens”.


                                                            ... 


O que aborrecia Cristina não era a falta do telefonema e dos chocolates no dia seguinte. Não precisava de promessas que não seriam cumpridas nem de falsos amores.

Ela sempre gostou de doses duplas de sinceridade e ao longo da vida aprendeu a lidar muito bem com elas.


Sempre assumiu posição de mulher, senhora do seu corpo e de suas ações e não admitia ser tratada como menina que não sabe quem é e para onde está indo (e muito menos como “uma qualquer”, fonte de sexo fácil e apagável).








Cantina Italiana, noite de sexta – feira.
 
Paty e Diogo em posição de defesa, Bernardo com um sorriso amarelo e Cristina mordendo o lábio inferior para controlar sua ira momentânea.

- Não sei o que está acontecendo aqui, mas eu vou embora!

Cristina odiava escândalos, Patrícia sabia como se sentia a respeito de Bernardo e junto com Diogo “forçaram” uma situação (provavelmente a pedido do próprio Bernardo).


Patrícia conhecia muito bem a amiga, e sabia que ter perdido o “amigo Bernardo” por uma noite de sexo era o que a deixava inconformada. Que se fosse outro cara, outra relação, não teria lhe abalado. Mas amizade sempre foi coisa séria para Cristina.

Bernardo queria se revolver com Cristina, pedir desculpas pela atitude infantil dos últimos meses e voltar a ter paz. Ele via o olhar recriminador de Diogo e Patrícia quando falavam sobre Cris.

Diogo gostava de Paty e do relacionamento que tinham. Ele e Bernardo eram muito parecidos, o suficiente para saber que o amigo não era do tipo “cafajeste”.

- Cris, fica... Não é pra tanto, o Bernardo quer conversar com você.

Cristina engoliu seco.

- E ele precisa de vocês DOIS para conversar comigo?

Patrícia:
- Ele vai pagar o jantar, eu adoro comida Italiana...
- Não custa compartilhar uma noite agradável conosco e ouvir o que ele tem a dizer Cris.

Bernardo:
- Cris... eu pedi para eles virem.
- Não sabia se ia querer falar comigo depois de...  meses.

Cristina:
- Não acredito que me colocou em tal situação Patrícia. Por mim eu iria embora agora.

O maitre vai até eles e pergunta se é mesa para quatro.
Bernardo diz que sim, e sem muito que fazer os quatro são direcionados a mesa.


Durante o jantar, Paty e Diogo tentam aliviar a tensão do ambiente enquanto comem uma massa ao molho pesto (preferido de Cris).

Bernardo chama Cristina para dançar. Tango Argentino em passos simples e uma tentativa de se explicar enquanto dançam.

Tango é um estilo “ferro e fogo”, não tem como ser indiferente ao seu ritmo e seus passos. Não é uma dança em que a dama é apenas conduzida pelo cavalheiro. Tem que saber os passos e fazer caras e bocas, se não... não é Tango!

Cristina conhecia bem os passos e gostava do estilo ferro e fogo. Deixou que ele fala-se.

- Cris, sei que fui infantil...

Cristina:
- Sabe?

Bernardo:
- Sei. E não me orgulho disso.

Cristina:
- Sabe também que usar a Paty e o Diogo para me dizer isso não é a atitude mais madura, né?

Uma cruzada de pernas, os corpos se juntam... nariz com nariz, olho com olho. Próximo passo.

- Fiquei com medo de não querer conversar comigo, se te procurasse diretamente.

Outra cruzada de pernas.

- Não tenho motivos para deixar de falar contigo Bernardo, só não admito ser ignorada sem ter feito nada. Transamos, não selamos comprisso!


Último tilintar de castanholas, fim do Tango Argentino!

A massa estava divina. Uma risada escapa no último gole de vinho... 



Paty e Diogo seguem juntos para algum canto da cidade.

Cristina acena para um taxi, e finge não escutar Bernardo dizendo que a leva.

Bernardo fica parado na frente da cantina olhando o taxi se afastar.




...


Ao chegar em casa Cristina tira os saltos, guarda a echarpe e veste seu pijama.
Foi uma noite atípica, ela já havia pensando nesse "encontro" com Bernardo... Imaginou que teria pitadas de ironia, mas não um Tango Argentino.

Sempre defendeu a tese de que cada um tem uma forma de pedir desculpas e dizer eu te amo's. Foi obrigada a admitir que uma cantina Italiana e molho pesto é uma forma requintada de se desculpar... Ou de dizer que se importa.

Talvez tenha sido dura de mais, meio intransigente.

Foi até a cozinha, pegou um pote de sorvete no freezer... colocou "O Fabuloso Destino de Amelie Poulin" no dvd. Essa era sua zona de segurança.

O celular na mesa de cabeceira vibrou.

Sms da Paty: "Cris desculpa pela 'mentirinha' mas tenho os ingressos para o Municipal, é pra quinta... não aceito não como resposta. Beijos!"

Tinha mais uma mensagem na caixa de entrada, Bernardo:

"Você sabe como se dança um Tango... obrigada por ter ficado. Bernardo"

Desligou o celular, o filmes estava começando!

"Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida..."






segunda-feira, 16 de julho de 2012

Onze de Junho



11 de Junho de um ano qualquer.


Eles caminhavam pela Avenida Paulista em uma noite fria, véspera de dia dos namorados.
O caso deles era antigo, porém, nunca houve relacionamento assumido... Sentimentos estampados certamente e isso sempre foi o bastante.


Ter ele ao seu lado, naquela noite em especial se tornaria um momento único nessa história atemporal. Uma fotografia com gosto de Fran's Café e ao som de saxofone.


Os olhos dele brilhavam aos pés da torre da TV Globo, o que a fez lembrar-se daquele conto do Caio Fernando:


"Na noite de sábado, caminhando sozinho pela avenida Paulista, o quarto-crescente brilhando sobre a torre da TV Globo, uma vontade desesperada de ter alguém – as únicas canções que me vieram à mente para cantar baixinho foram canções de Bethânia."  

Estar com ele, é sempre uma emoção Bethânia.

E de volta ao metrô, mesmo cenário de conversas ao telefone em que ela o levava consigo durante o trajeto e suas baldeações. Ele em outro estado, atrasado para aula de ciências políticas.

Agora lá estavam, os dois no mesmo vagão, compartilhando o mesmo assento. Abraçados, de mãos entrelaçadas, conversando sobre coisas comuns.

Em poucas horas, ela mostrou a ele duas São Paulos distintas... Da Avenida Paulista (linda que só ela) à Zona Leste.

Ele não notou a diferença durante o percurso entre esses dois polos da mesma cidade, foi como se estivessem no ônibus A-123, saindo do terminal central indo para a antiga rua 43, no bairro Santa Mônica. Indo para casa dela, onde sua avó estaria os esperando com uma bandeja de quibes fritos.

Chegaram mais de 23:00 e lá estava a avó dela com os quibes e café quente, recém passado esperando-os. 

Sentados os três a mesa, como em outra tarde meio nublada ... lembranças de uma outra vida. 

É engraçado como ele se encaixa harmoniosamente naquele ambiente. 
Come os quibes, toma café, conversa com aquele sotaque amineirado e maroto...

A avó dela diz boa noite, mostra a cama de solteiro com lenções limpos que arrumou para ele e delicadamente diz boa noite e se dirige para seu quarto.

O coração dela dá um salto... mostra a ele o quarto dela e sorrateiramente fecha a porta do quarto destinado a ele. 

Ela se recorda vividamente da última vez em que o teve em sua cama. Um momento em que estava tão cansada de procurar outros corpos, que foi trombar com ele uma única vez para querê-lo de volta a sua vida, seus pensamentos, sua cama... Bastou um telefonema, scrap, ou coisa do tipo para tê-lo ali, naquela mesma cama.

As amigas dela dizem que essa história entre eles é a "História Sem Fim", quando tudo indica que cada um seguirá um caminho e ficarão apenas lembranças de dias que se foram, lá estão eles... em uma rodoviária ou estação de metrô, trocando beijos e falando de filosofia.

Ela entra no quarto, ele está deitado em sua cama, cheio de malcaratismo no olhar e sorriso escancarado. É inevitável o riso, a ironia do momento... assim como é inevitável não lembrar dos tempos da cama de armar e um mês inteiro de Bob Marley.


I wanna love you and treat you right

I wanna love you every day and every night

We'll be together with a roof right over our heads


Foi uma madrugada digna de um 12 de Junho, em que os beijos dele junto aos dela aqueceram não apenas seus corpos... trouxe calor ao seu coração desnorteado na cidade grande. Por menos de 24 horas, um teve ao outro por inteiro, compartilharam uma intimidade construída e regada a sei lá quantos anos. 

Fizeram amor (diferente de fazer sexo), riram de coisas bobas entre beijos e gemidos.
Tiraram fotos, registros de uma noite malcarater transbordando carinhos.

Olhos no teto, corpos entrelaçados, pensamentos dispersos e uma conexão atípica... antes ela apenas o olhava nesse vagar de pensamentos, agora compartilhavam aquele fragmento de tempo silencioso.

Dormiram as horas restantes da madrugada fria, juntos, corpos colados, sono sem sonhos.

O celular desperta ... o ignora.

Ela olha a hora... estão atrasados.

Um segundo se passa, mesmo tentada a mantê-lo ali, perto de si a aquecê-la e só para ela... o acorda e saem em disparada.

Feito cena de filme, com passos largos e longos goles de café comprados no meio do caminho ele se deixa guiar de volta a catraca de metrô do encontro.

Subindo a rua de sua casa, antes de chegar ao ponto de ônibus ela da pra ele um pequeno objeto para que se lembre dela... daquela noite... de seus beijos.

Dorme em seus braços quando entram no vagão de metrô, como se não fosse voltar sem ele. Sente teu cheiro, e lembra-se da primeira vez que o deixou... férias de Agosto, e da camiseta azul que queria para si. Não era mais necessário objetos para reter o cheiro dele, pois o cheiro dele estava impregnado nela. Em cada poro... e mesmo depois de banhos matinais e o escorrer da água, ele permaneceria nela, estava retido em sua memória olfativa.

Ele brincava com seus cachos e disse sem medo o quanto a achava linda e da beleza daquela noite e do tempo que estiveram juntos.

Deixa-lo passar por aquela catraca foi mais difícil que suspeitara. Mas ela precisava deixa-lo ir, mesmo sabendo que mudanças estariam por vir... Aquele ainda não era o momento em que o teria perto o suficiente para não precisar das fotos. 

A foto da despedida não ficou tão boa, mas foi com ela que teve de se contentar. 

Um último abraço apertado... um último beijo... 


See I wanna love ya, I wanna love and treat ya, love and treat ya rightI wanna love you every day and every nightWe'll be together with a roof right over our headsWe'll share the shelter of my single bedWe'll share the same room yeah, but jah provide the breadWe'll share the shelter of my single bed


"Doía fundo estar perdido na grande cidade, era completamente sem remédio ser só uma pessoazinha machucada. Mas brotou então um orgulho tão grande de ser ainda capaz de sentir o coração cheio de emoções-Bethânia que era quase como uma felicidade. Sangrada, do avesso – que importa? Era real, era vivo. Isso é muito, e Bethânia canta."




Entre rodoviárias, catracas e estradas essa é uma história que sempre pede uma nova página em branco...



O que seria o "início" do conto foi escrito e postado por um amigo (Cristian Dorvas)  e m seu blog: http://cristiandrovas.wordpress.com/2012/07/10/onze-de-junho/

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Particularidades


É véspera de feriado, o Sol irradiando lá fora e eu de calça jeans e blusa 3/4 na frente de um computador.

Se aqui, na terra da garoa, está este calor digno de feriado, imagine no interior ou litoral. Casas, chácaras, apartamentos com piscina, lago, lagoa, cachoeira ou banho de mar.

A ideia não é falar sobre o feriado, nem páscoa, chocolates e procissões, mas sim sobre uma peça fundamental para esta combinação (feriado + sol) que é o BIQUÍNI.


Você irá concordar comigo que a escolha desta vestimenta vai além de abrir a gaveta, pegar o biquíni "cortininha" preto (de pelo menos duas décadas), colocar na mala e dizer: Feriado, lá vamos nós!

NÃO

A escolha do biquíni é um processo muito mais delicado. Assim como qualquer acessório de moda, essas duas peças carregam consigo um conjunto de significados que diz muito quanto ao estilo, característica, perfil e comportamento de quem o usa.

Se você, leitora, amiga, blogueira ou simplesmente turista virtual, tem um encontro e quer impressionar o pretendente não vai usar camisa social, scarpin e um brinquinho de pérola. Vai providenciar um "look' diferente do que usa para trabalhar. Ousar algo mais atraente ou sedutor (um decote mais profundo, um salto mais alto ou um vestido mais curto) pode ser decisivo no fim da noite.


O mesmo acontece com o biquíni, cada uma de nós mulheres temos estilos e gostos particulares.


Se for passar o feriado em família e for uma mulher tímida e com gostos "clássicos", sua escolha recairá sobre algo mais comportado, de bom gosto e que não atraia muitos olhares.

Agora se for mulher do tipo "leonina", sua escolha será o estampado, um biquíni que valorize o que tem de mais bonito, pois gosta mesmo de chamar atenção.


A moda praia ganhou seu espaço e traz grande variedade em modelos, cores e tecidos. O que antes era padronizado, hoje é personalizado.


Para quem tem mais seio que quadril (ou vice e versa), há alguns anos era uma tortura a hora de comprar biquínis. Hoje não, essa mulher pode escolher a peça que mais combinar com ela, sem se preocupar com o tamanho.




E por falar em tamanho... E as gordinhas como ficam?



A primeira coisa que vem a cabeça é aquele maiô estampado, todos no mesmo modelo, apenas com variação de cores.


Encontramos hoje nas vitrines modelos "grandes" e LINDOS, tanto de maiô quanto biquíni. Do liso ao estampado, mais ousados ou comportados, com uma variedade de modelos e acessórios... Seduz até aquelas que vestem o tradicional P,M e G.



Enfim, a escolha do biquíni depende muito de onde e quem irá usá-lo. Cada ocasião pede um modelo diferente e merece nossa atenção em sua escolha, levando em consideração nosso humor, estilo e intenções.

Grifes em moda praia criaram coleções baseadas na natureza e arquitetura de algumas cidades litorâneas, trazendo à tona cores e características bem Brasileiras, peças perfeitas para se ir a praia.

Para o fim de semana romântico em um iate, biquínis mais requintados, com detalhes em dourado ou strass, pode ser uma boa pedida.


Em uma festa à beira da piscina com a família, combina bem com cores e estampas descontraídas, aqueles com a parte de baixo com faixa lateral mais larga são ideais para mulheres com quadril largo.

Pode usar do fio dental ao modelo de maiô mais tradicional, abuse dos acessórios que trazem charme a você: Óculos, chapéus, camisas de seda ou algodão, portanto que passe longe do "cortininha" preto.


Não importa o destino, se for para viagens e passeios mais elaborados ou simplesmente tomar um Cosmopolitan no fim de tarde na beira da piscina (Em São Paulo ou Nova York).

É só achar o modelo perfeito para mostrar a mulher bem resolvida e de bom gosto que existe em cada uma de nós.